Descolamento de retina - Especialista do Hospital de Olhos de Sertãozinho aponta características e esclarece dúvidas sobre a doença
26/01/2012
É difícil encontrar alguém que nunca ouviu falar em descolamento de retina ou que nunca tenha se deparado com crendices populares, que pregam que ler dentro de veículos em movimento ou coçar os olhos são formas de desencadear a doença.
Mitos à parte (e que em nada influenciam no aparecimento do problema), o descolamento de retina muitas vezes surge silenciosamente, sem apresentar sintomas.
Para entender melhor as causas desta doença, é preciso conhecer alguns pontos importantes, explicados a seguir pelo especialista em retina do Hospital de Olhos de Sertãozinho (HOCE), Dr. Albano Baccega.
O que é a retina e como ocorre o descolamento?
A retina é uma fina membrana que cobre todo o fundo do olho, que é fundamental para a visão e, quando descolada, leva à perda da mesma.
A causa mais comum do descolamento de retina (DR) é o aparecimento de uma rasgadura ou de um buraco nesta membrana, através dos quais o vítreo (gelatina que preenche o globo ocular) consegue se infiltrar e descolá-la.
De acordo com Dr. Albano Baccega, o sintoma inicial do DR pode ser a perda do campo visual. “Popularmente falando, é como se surgisse uma mancha escura no campo visual, que corresponde à área da retina descolada, cuja evolução leva à perda da visão”, esclarece o oftalmologista do HOCE. Os demais sintomas que podem estar presentes no pré-descolamento são fotopsias (relâmpagos ou flashes) e as opacidades flutuantes (floaters ou moscas volantes).
Diagnóstico – A detecção do descolamento de retina é feita pelo oftalmologista, a partir de um exame de mapeamento de retina, ao qual pode se associar a ultrassonografia, quando houver presença de hemorragia, que dificulta a visualização direta da retina.
Tratamento - É sempre cirúrgico, sendo que a técnica utilizada dependerá de uma análise criteriosa realizada pelo oftalmologista. Atualmente, o sucesso cirúrgico é próximo de 90%.
Incidência na população – O descolamento de retina ocorre em aproximadamente 0,7% da população geral. O percentual aumenta para 5% nas pessoas que sofrem de miopia, e para 10% nos pacientes que já tiveram DR em um dos olhos.
Na opinião de Dr. Albano Baccega, o mais importante, como para quase todas as patologias, é a prevenção. “O alerta é para que pacientes míopes, com história familiar de descolamento de retina; e aqueles que sofreram trauma ocular ou que estejam com queixas de relâmpagos e/ou moscas volantes; procurem um especialista para avaliação do fundo de olho. Caso o paciente apresente alguma lesão na retina, será realizado tratamento a laser para evitar que o descolamento ocorra”, finaliza o especialista do HOCE.
Fonte: sg.com Comunicação Organizacional e Eventos
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