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O que faz um tipo sanguíneo ser considerado raro?

27/01/2012

            Em linhas gerais, é frequente ouvir as pessoas comentarem que o sangue do tipo O é comum e o de tipo AB raro; mas de acordo com a médica hematologista e hemoterapeuta do Banco de Sangue de Sertãozinho, Drª Sarah Bassi, essa generalização na maioria das vezes não está correta. “Na verdade o que faz um sangue ser considerado raro é a sua incidência numa população e para chegarmos à conclusão de que um tipo sanguíneo é raro ou não, precisamos levar em consideração a diferença existente entre os tipos de sangue (A, B, O e AB) e o Fator Rh (positivo ou negativo)”.
            Assim sendo, se apenas os tipos sanguíneos forem levados em consideração, o tipo O será considerado ‘comum’, já que incide em 45% da população; seguido pelo tipo A (42%); pelo tipo B (10%) e pelo tipo AB (3%). Mas como não é apenas o tipo sanguíneo que conta no momento de uma transfusão, sendo importantíssimo avaliar o Fator Rh do mesmo, o quadro de sangues considerados ‘comuns’ ou ‘raros’ muda bastante de figura, pois suas prevalências na população brasileira ocorrem da seguinte forma:
 

Tipo sanguíneo e Fator Rh
Incidência na população (%)
‘O positivo’
36%
‘O negativo’
9%
‘A positivo’
34%
‘A negativo’
8%
‘B positivo’
8%
‘B negativo’
2%
‘AB positivo’
2,5%
‘AB negativo’
0,5%
 
Doador universal, o sangue ‘O negativo’ pode ser considerado raro
 
            Apesar de ter sido convencionado como doador universal, o sangue ‘O negativo’ pode ser considerado raro, já que ocorre em apenas 9% da população; mas por que este sangue é compatível com todos os outros? “Na verdade, é a ausência de um componente em suas hemácias que faz com que o sangue ‘O negativo’ seja aceito por todos os outros tipos sanguíneos, embora existam exceções. A orientação a ser seguida é a de que, em caso de transfusão, o hemocomponente a ser utilizado seja sempre idêntico ao tipo e Fator Rh do paciente, salvo em casos de urgência, em que antes de se utilizar ‘O negativo’, um teste de compatibilidade é feito entre o receptor e o doador”, explica Drª Sarah Bassi. Apesar de poder favorecer todos os outros tipos sanguíneos, pessoas com sangue ‘O negativo’ só podem receber de doadores idênticos.
            Receptor universal – O sangue ‘AB positivo’, apesar de figurar na lista dos tipos mais raros, se vale de uma propriedade que lhe permite ser chamado de ‘receptor universal’, já que diferente dos outros tipos sanguíneos, que só podem receber tipos idênticos aos seus ou ‘O negativo’; pode receber de todos os tipos do sistema ABO, independentemente do Fator Rh.
            Importância da doação – O baixo índice de doadores com tipos sanguíneos raros, faz surgir a preocupação de se manter os estoques de sangue ‘O negativo’ em níveis cada vez mais altos. Diante deste quadro, a diretora do Banco de Sangue de Sertãozinho, Drª Rita de Cássia Lopes Pacca, faz um pedido à população. “Gostaríamos que as pessoas entendessem que a doação de todo tipo sanguíneo é bem-vinda e extremamente importante. O Banco de Sangue é uma instituição que ajuda a salvar vidas e que está à disposição para tirar as dúvidas de qualquer cidadão que tenha vontade de doar. Nossa sede conta com profissionais capacitados e oferece todo o conforto e o sigilo que o doador precisa, para se sentir seguro”, conclui Drª Cássia.
            Para doar – Se você tem entre 18 e 65 anos de idade, e está gozando de boa saúde, procure a sede do Banco de Sangue de Sertãozinho, localizada à rua Epitácio Pessoa, nº 1.401 – Centro, de segunda a sábado, das 07h ao meio-dia, e faça sua doação! E não se esqueça de levar um documento oficial com foto!


Fonte: sg.com Comunicação Organizacional e Eventos

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